Se você ainda não está familiarizado com o conceito criado por Nassim Nicholas Taleb, provavelmente acredita que o oposto de algo frágil é algo resistente, que suporta grandes pressões. Acertamos? Se esse for o caso, pare tudo o que está fazendo e preste atenção: a definição de organização antifrágil é muito poderosa e, com certeza, vai tirar você da sua zona de conforto!

Neste post, você vai imergir no conceito que está transformando empresas e líderes. Primeiro, mergulharemos no termo e em tudo o que ele representa — do significado ao surgimento da expressão. Em seguida, detalharemos as principais características de uma organização antifrágil, explicando por que vale a pena ficar atento a essas premissas. Preparado? Boa leitura e bons insights!

O que é antifrágil?

Para começar, vale dizer que a palavra antifrágil, por si só, provoca uma ruptura de significado. Em vez de tomar a expressão pelo simples oposto de frágil, representando algo que é robusto e consistente, Taleb subverte a lógica: para ele, antifrágil é tudo aquilo que aproveita o caos (pressões externas que poderiam deteriorar o que é frágil, por exemplo) para evoluir.

Na prática, o que é antifrágil sai fortalecido de situações de desconforto, absorvendo a desordem e os obstáculos para recriar oportunidades e maximizar resultados.

De onde surgiu o conceito?

Como já adiantamos, o conceito de antifrágil foi criado por Nassim Nicholas Taleb, professor da Universidade de Nova York, considerado um dos maiores experts em mercado financeiro e famoso por ter previsto o colapso da Bolsa de Valores em 2008. Ninguém pode questionar a excelência das credenciais, não é mesmo?

Acontece que, antes da quebra do Lehman Brothers, um dos bancos norte-americanos de maior expressão, Taleb publicou livros que serviam de alerta: o mercado financeiro entraria em colapso.

Foi nesse cenário — e com toda essa experiência — que o especialista lançou ao mundo o conceito de antifrágil. E, desde então, muitas empresas e gestores têm se aproveitado da estratégia.

Quais são as características de uma empresa antifrágil?

Em muitas situações, os ambientes corporativos têm tudo a ver com caos. As disrupturas de mercado estão cada vez mais frequentes e é preciso se adaptar a essa intensa volatilidade.

Parece que o conceito de antifrágil — ou seja, a possibilidade de se fortalecer com a imprevisibilidade e a desordem — pode ser muito útil às companhias e suas lideranças, né?

Quando o assunto é empresa antifrágil, podemos listar alguns atributos fundamentais a esse nível de resiliência e aprendizado. São eles:

  • consciência do inesperado, combinando o planejamento tradicional (que não deixou de ser importante) à capacidade de adaptação perante uma situação imprevista;
  • habilidade de lidar com obstáculos, em vez de despender a maior parte dos esforços na blindagem contra mudanças (que são, na última linha, inevitáveis);
  • preferência pelo desafio, encarando o que é novo como uma oportunidade — e não como uma ameaça;
  • capacidade de construir cenários, diagnosticar contextos e reconhecer fragilidades, agindo de modo pró-ativo para desenvolver operações.

Assim, fica fácil perceber que a organização antifrágil (e os seus líderes) pensam e agem de uma forma diferente, encarando os desafios do mercado como um catalisador para o sucesso. Fica a dica para embarcar de vez nessa tendência!

Já sei: o conteúdo fez você refletir, né? Lembre-se de que bons líderes estão sempre antenados às tendências e às transformações do mercado. Quer uma boa forma de começar? O curso exclusivo da HSM University sobre Organização Antifrágil, claro!